O LAMENTO DO RIO

O LAMENTO DO RIO

 

Sou, apenas, um rio sem água. 

Mas  matei a sede do ribeirinho, do peixe que

aqui viveu, da plantação que aqui nasceu.

O animal, também, bebeu.

Foi embora a minha água, nem uma gota sobrou.

Ficou a canoa, abandonada, e o pescador a lamentar

a água que morreu.

O cancioneiro canta dia e noite o leito que secou,

dizendo que o boi bebeu, que o peixe morreu...

Em noite de luar, até a prata o rio perdeu.

A mulher bonita, que seu corpo banhou, foi embora, 

nunca mais voltou.

O rio secou...

A cachoeira de nome mudou, pois a água, que de lá descia,

nunca mais por aqui passou.

O salgueiro não tem  mais as verdes folhas, nem assobia

ao sabor do vento, deixando triste a rolinha que seu filho 

de sede morreu.

O rio secou, minh´alma chorou, meu amor sumiu.

 

 

Sinval Santos Silveira

 

 
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* Sinval Santos da Silveira
Obreiro da ARLS... "Alferes Tiradentes"
Registrado sob o nº 20 na M... R... Grande Loja de Santa Catarina
Or... de Florianópolis/Santa Catarina

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