O sentimento e sentimento virtual

As principais ideias do ensaio de Jonathan Franzen em análise são: a importância das relações de amor reais, o amor altruísta por vezes superficial, também o amor a um ser, ou causa específica que leva a entrega, por fim, a conscientização do fato de se ter um tempo finito de experiências e a escolha de vivê-lo intensamente distante da zona de conforto virtual.                                                         

Ao ler se vê as várias comparações feitas pelo autor entre aparelho e suas utilidades com relacionamento humano, assim antropomorfando o aparelho.  Percebe-se o medo que as pessoas sentem de buscar atividades e relacionamentos reais, cuidando em optar por saídas através de novidades tecnológicas, elevando-as a status de “ser” e não de objetos, assim se movimentam pelo mundo sem que seja importante parar para pensar e sentir o que acontece.

"Neste caso, o grande risco envolvido é, sem dúvida, a rejeição. Todos nós podemos suportar momentos em que não somos curtidos, pois existe uma gama virtualmente infinita de curtidores em potencial. Mas expor a totalidade do seu eu, e não apenas a superfície curtível, e com isto ser rejeitado, é algo que pode se revelar insuportavelmente doloroso”.

A frase acima, do escritor e ensaísta em seu texto “Curtir é covardia”, descreve a sociedade de hoje na qual as reais sensações foram substituídas pelos aparatos tecnológicos, a vida das pessoas não se resume mais as pessoas e seus sentimentos.                                                                               Com isso ao ler o Ensaio são perceptíveis várias analogias, que conduzem a ponderações, entre elas, a que o ser humano não está preparado para a profundidade das relações e tem receio de ver o outro como ele realmente é porque acredita que se abrindo ele enxergará quem é e isso aproxima a possibilidade de frustração, da quebra do espelho narcisista, causando ânsia em procurar novamente a desculpa da fuga rumo ao irreal facilitador da nossa pseudo convivência. Muitas vezes as pessoas esquivam-se de algum confronto para não precisar encarar verdades ou mágoas que não sairão da memória. Como diz Jonathan, o "curtir" deixou de ser sentimento, passou a ser impessoal, mecânico enfim comercial e pretende-se transformar o amor em commodity.                                                                                           

“Mas, quando saímos e nos colocamos em relacionamentos reais com seres reais, ou mesmo animais reais, há o perigo bastante real de amarmos alguns deles”. Apresenta em seu final como ameaça e solução ao mundo tecnoconsumista e do medo da vida real o amor.                                

Enfim seu ensaio leva a uma reflexão empolgante e dura a respeito das redes sociais e da covardia humana em se expor na vivência de relacionamentos reais. 

Mauricio Jose Rodrigues

Vinicius Gonsalves Rodrigues

Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blog/list?user=1h15qvcg8jkgp