Saber, Querer, Ousar e Calar

O saber que quero usar na manifestação é no sentido de inteirar-se para conseguir um conjunto de conhecimentos, gnose, com a finalidade de melhorar e aperfeiçoar-se. Com isso, temos a ferramenta para unir a vários fatores para querer, ousar e calar que é a nossa inteligência.

Diz-nos Eliphas Levi em “A Chave dos Mistérios” o seguinte: “... a valentia unida à inteligência é a mãe de todos os êxitos neste mundo, para iniciar, deve-se conhecer, para cumprir se deve querer, para querer realmente tem que atrever-se, e para recolher em paz os frutos da própria audácia tem que manter silêncio...”.

Na Maçonaria nada se faz que não tenha um sentido. Ela transmite os seus ensinamentos através de símbolos e alegorias, ocultando suas verdades ao mundo profano e só revelando para aqueles que bateram e entraram no Templo. E a revelação será plena se o homem maçom quiser inteirar-se do assunto “desvencilhando dos defeitos e paixões para poder concorrer à construção moral da humanidade, que é a verdadeira obra da Maçonaria”.

É pelo esforço, coragem e valentia unida à inteligência, e com os conhecimentos maçônicos que chegaremos a ter o êxito necessário para construir a nossa Pedra polida que estará apta para ser colocada no edifício social, ousando ser um exemplo no meio em que vivemos.

A determinação será essencial para erguermos a nossa obra no meio do mundo adverso, como um Pavimento de Mosaico, com os quadrados diferentes, nos mostrando sempre que é na diversidade e no antagonismo que reside a mais perfeita harmonia.

Dalai Lama tem uma frase explicativa: “Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho”.

Além de saber, querer, ousar é necessário calar no sentido de defender dos vícios e deixar fluir a sabedoria que desenvolve melhor no silêncio, porque o nosso trabalho é “conhecer-se e aperfeiçoar-se a fim de que, livre dos preconceitos e vícios do mundo profano, possamos aspirar ao estudo da tradição e da história maçônica, cujos ensinamentos têm iluminado o mundo desde as mais remotas eras”.

Portanto, o que a Maçonaria deseja de cada um de nós é que tenhamos diversas transformações para chegar ao nosso desenvolvimento ideal, tipo uma larva que passa por várias conversões para chegar ao ser idealizado pelo seu criador.

E essas transformações devem ser feitas com sabedoria, vontade e inteligência para ter forças para ousar dentro da comunidade a fim de introduzir no meio dos homens um exemplar silêncio para extrair os frutos necessários para o bem da Humanidade.