Justiça para todos?

Ultimamente têm acontecido estranhos fatos com relação à justiça. Um juiz determina a prisão de um milionário e o Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal manda relaxar a prisão com um “hábeas corpus”. E o povo fica sem entender com a convicção de que a prisão é feita somente para os de pouca posse. 

Nesse exato momento nos surge o pensamento de que o ensinamento que a Maçonaria nos dá com relação à justiça é igual para todos. 

Quando entramos na Instituição Maçônica, um dos pontos em que a Ordem ressalta com relação aos nossos deveres, um deles é: “praticar justiça recíproca, como verdadeira salvaguarda dos direitos e dos interesses de todos...” (Manual do Aprendiz Maçom da M R Grande Loja de Santa Catarina). Além disso, ressalta o mesmo Manual, dois símbolos, “o Nível, que decora o Primeiro Vigilante, simboliza a igualdade social, base dos direitos humanos. O Prumo, trazido pelo Segundo Vigilante, significa que o Maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse ou pela afeição”.

Através da história se nos apresentam vários tipos de exemplos de justiça realizados com “julgamento reto”, “sem se deixar dominar pelo interesse ou pela afeição”. 

FEDRO nos deixou na história o seguinte conto: “Havia um tronco de uma árvore no bosque, que as abelhas haviam construído uma colmeia com muito mel. Os zangões, que haviam passado a vida sem fazer nada, decidiram se apoderar da colmeia. Porém as abelhas disseram: Nós é que fizemos este mel, voando de flor em flor, portanto não é justo que a colmeia pertença a vocês.

Com o impasse entabularam um juízo, e apelaram a uma vespa de muita experiência para atuar como juiz. A vespa conhecia muito bem as abelhas e os zangões, não havendo grande diferença entre eles, achando difícil decidir quem tinha razão. Contudo, pela minha qualidade de juiz, tenho o dever sagrado a cumprir e não quero, por ignorância, pronunciar uma sentença equivocada. Então, a vespa determinou que cada grupo construísse uma colmeia cheia de mel e aquele que construísse uma mais parecida com aquela que estava em litígio, seria o verdadeiro dono.

Os zangões não gostaram da sentença, mas as abelhas ficaram contentes. Com esta manifestação, a vespa juiz disse: O caso está resolvido. Vê-se de modo bem claro quem é capaz de produzir mel e quem não é. E determinou “que as abelhas tomassem posse da colmeia, gozando do doce fruto de seu trabalho”.

No Livro da Lei existem passagens com referência à justiça e para ilustrar vejamos o Livro Primeiro dos Reis, capítulo 9, em que Salomão que “tinha a sabedoria de Deus para fazer justiça”, julga o caso de duas mulheres com relação ao filho e pela sentença Salomônica e o sentimento expressado pela verdadeira mãe, foi realizado justiça.

A Maçonaria é mestra nesses assuntos e nos dá a chave para termos uma vida justa e construção de nosso Templo, fornecendo condição de distribuir aos nossos Irmãos conhecimentos com justiça e igualdade.

Os homens estão necessitando de justiça. Aqueles que são designados para fornecer sentenças precisam caminhar sempre para um “julgamento reto”, “sem se deixar dominar pelo interesse ou pela afeição”.

Que o Grande Arquiteto do Universo nos proteja e nos guarde.

 

 Juarez de Oliveira Castro

 Mestre Maçom (Instalado)

 Loja "Alferes Tiradentes" Nº 20

 Sob a obediência da Grande Loja de Santa Catarina

"Quando você ajuda alguém a subir a montanha, você alcança o topo com ele"

"A Iniciação é o começo para se chegar ao fim do objetivo da criação do homem por Deus"

Juarez de Oliveira Castro

"A verdade deve manifestar-se em nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações"
 
Mahatma Gandhi
"Jamais permita que os nós tapem a vista da janela, pois será através dela que enxergaremos a oportunidade dos laços!"

 

Áureo dos Santos