AS FERRAMENTAS

Qualquer Loja que tenha um Venerável Mestre que saiba manejar muito bem os instrumentos simbólicos da Maçonaria que estão à disposição, deverá, com certeza, fazer uma bela administração. São os instrumentos simbólicos que darão a serenidade suficiente para levar qualquer Loja para o seu êxito.

Devemos nos dedicar com muito afinco à Maçonaria com a vontade constante de construir uma Loja mais harmoniosa e alegre, pois a Maçonaria, como disse o Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Sul, Irmão Paulo Roberto Pithan, a Maçonaria deve ser “uma Maçonaria alegre, porque para ser séria deve ser alegre. O convívio ser fraterno para ser verdadeiro. Precisamos sentir falta uns dos outros".

Isso mesmo “sentir a falta uns dos outros”. E isto é o que chamamos de fraternidade. E quando aparecem crises ou problemas entre os Irmãos, devemos trabalhar com muita vontade para resolvê-los. Uma ferramenta que deveremos usar é: A Alavanca.

Afirmo que não existe melhor instrumento que esse. Porque “a lição da alavanca é que não há peso que não possa ser removido e, assim, os obstáculos serão removidos, embora ultrapassados, pois a alavanca apenas suspende e, desequilibrando o peso, faz com que este se mova”. E conseguiremos mover o peso, em razão de que precisaremos apenas de um “ponto de apoio”; e onde encontrar o “ponto de apoio”? Nos Irmãos do quadro da Loja. Estes se movimentam e fazem o desequilíbrio do peso movendo a crise e problema surgidos.

E quero afirmar aqui que em “nossa vida quando nos deparamos com algum obstáculo a ser removido e que expressa um esforço impossível, o maçom deve evocar a alavanca e buscar esse ‘ponto de apoio’”. Isto baseado no que disse Arquimedes: "Dai-me um ponto de apoio que erguerei o mundo". E com isso se contorna o problema e, todos ficam “contentes e satisfeitos”.

Reafirmo que a Maçonaria é muito especial e maravilhosa porque junta o que chamamos de “Luzes” para conduzir a Loja. Porque o “nível, simbolicamente, nos ensina que devemos pautar nossa vida dentro do equilíbrio, a fim de que nossas ações se ajustem à perfeição do desejo, dando o equilíbrio necessário para que nossa obra seja permanente e estável, na medida justa e satisfatória. Assim, o nível e o prumo formam o dualismo perfeito e conduzem à sabedoria”.