Quem Vem Lá!
Quando batemos desordenadamente na Porta do Templo não sabemos o que podemos encontrar do outro lado da Porta. A escuridão em que nos encontramos não permite que saibamos de nada que ocorre em nosso redor, estando apenas alguns de nossos sentidos em completa atividade, com exceção de nossa visão.
Quando a Porta nos é aberta ouvimos vozes que nos interpelam e, a partir daí começamos todo o processo de nossa iniciação propriamente dita, uma vez que tudo que se passou anteriormente fora uma preparação para esse momento.
Dentro de nós não está claro ainda por que estamos ali, a não ser que queremos fazer parte da Instituição Maçonaria.
Somos colocados à prova da bebida doce e amarga demonstrando pelas explicações que o Maçom “deve gozar os prazeres da vida com moderação, não fazendo ostentação do bem que frui...”.
Somos, por nosso consentimento, a prosseguir o encadeamento da Ritualística com reflexão para não ser prejudicial o ato que vamos professar, não podendo voltar atrás e nos perguntando se persistimos em entrar para Maçonaria. Com a nossa resposta somos colocados para meditar sob o mais profundo silêncio.
Contemplamos o nosso interior através da meditação e ficamos cientes de que queremos entrar para Maçonaria e, aí saberemos o motivo porque estamos ali, clareando pouco a pouco, quando ouvimos, pela primeira vez: Quem vem lá!
Isto significando que estou na escuridão e estou desejoso de ver a luz, querendo entrar na Maçonaria. E a concepção de tal esperança é porque somos livres e de bons costumes e queremos “contribuir para a realização da solidariedade humana”.
É nos dito qual o primeiro objetivo porque estamos ali: Ver a luz e contribuir com a solidariedade humana.
Para o segundo obstáculo nos é perguntado: Quem vem lá! E é respondido pelo condutor que somos mundanos que pretendemos “nascer de novo e iniciar-se Maçom”. E a percepção de tal esperança é que queremos nos instruir e aperfeiçoar, e mais uma vez, estando nas trevas queremos ver a luz.
Aparece o segundo objetivo: queremos nos instruir e nos aperfeiçoar e reforça que queremos ver a luz.
Para o terceiro e último obstáculo nos é perguntado: Quem vem lá! E é replicada a confirmação de que somos mundanos e que aspiramos sermos irmãos e amigos com o entendimento de que prestaremos culto à virtude e detestaremos a ociosidade prometendo contribuir com o nosso trabalho à liberdade e fraternidade social e, reforçamos o desejo de ver a luz.
Terceiro objetivo: sermos irmãos e amigos para prestar culto à virtude e detestar a ociosidade e contribuir com o nosso trabalho à liberdade e fraternidade social e ver a luz.
Com os três toques do malhete no nosso peito, onde está alojado o coração, é que nos esclarecem quais são os nossos objetivos de ter batido e entrado no Templo e que são confirmados com o juramento que fizemos e prometemos cumprir.





