MORADOR DE RUA
 
Vagando pelas ruas do meu bairro, lá está ele,
um "morador de rua".
Não se importa com as horas...  Seu estômago
lhe avisa quando está com fome, e seu corpo,
quando é hora de dormir.
Sempre há uma alma caridosa, que lhe oferece
uma refeição, e alguns  trapos para  enganar o
frio.
Disse-me, certa vez, com muita convicção:
"Prefiro  viver assim, pois não pago impostos, energia elétrica, água, aluguel, gás, transporte,
e, principalmente, não preciso trabalhar.
Ganho, por caridade, algum dinheiro,
diariamente. Mulher, para viver comigo, tem
que se adaptar à mim.
Ainda não a encontrei, mas sei que acharei uma que pense como eu;
A vaga está disponível... ".
Mas não conseguiu, em momento algum,
esconder as lágrimas rolando em seu rosto.
Seriam de felicidade? Não creio
 

Sinval Santos da Silveira

Obreiro da Loja "Alferes Tiradentes" Nº 20

Florianópolis-SC

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