
SILÊNCIO
Mórbida indiferença...;
Nem um gesto, uma palavra ou um olhar...
Somente o canto da aracuã, alegre e estridente,
interrompe meus tristes pensamentos.
O pardal, melancólico, gorjeia no beiral, chamando
sua amada.
Está triste.
Ofereço-lhe migalhas de pão, que tanto aprecia, mas
rejeita.
No SIlÊNCIO, procuro a melodia da sua alegria, a luz
que meus caminhos outrora iluminou, mas não
encontro. Partiu...
Custo acreditar, no recado que este SILÊNCIO me dá.
Estou só.
Mas o SILÊNCIO, não.
Está acompanhado das minhas lágrimas, solidárias e,
também, silenciosas...
Sinval Santos da Silveira
Obreiro da Loja "Alferes Tiradentes" Nº 20
Florianópolis-SC
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