MEUS MEDOS

 
 
 

MEUS MEDOS

Não sinto medo do medo.
Mas, não queiras partilhar deste sentimento.
As trevas me assustam, me aproximam do
abismo, sinistro e infinito.
Quando me sinto perdido, aspiro o perfume da
rosa amarela, que me faz esquecer o brilho dos
olhos dela.
Na doçura da açucena, compenso a perda  daquele   
mágico sorriso... parecendo a chuva que molha o 
deserto sedento, sem nada exigir em troca.
Reverencio a vida, aprecio a verdade e não sou  
valente, nem covarde, mas sinto medo de amar. 
A coragem quase me destruiu e a vida me 
chibateou.
Somente o gemido da dor me avisou.
Do outro olhar,  traiçoeiro, nada restou...
O medo me salvou.
Sobrevivi !
Estou aqui !
 
 

Sinval Santos Silveira

 

 
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* Sinval Santos da Silveira
Obreiro da ARLS... "Alferes Tiradentes"
Registrado sob o nº 20 na M... R... Grande Loja de Santa Catarina
Or... de Florianópolis/Santa Catarina

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