CHAPÉU DE PALHA

 

Não sei quem teceu a palha deste chapéu, que
tanta ternura traz aos olhos de quem me  olha.
Cobre a cabeça do pescador, protege do sol  o
lindo rosto da menina, esconde os cabelos brancos
da vovó !
Cheio de charme, é colocado sobre a mesa, para
afagar a tristeza de um coração cheio de saudade
daquela mulher
Com ele, refrescava de vento meu pescoço e meu
rosto, para os lábios dela beijar !
Em sinal de respeito, retiro da cabeça o palheiro,
para a patroa cumprimentar.
É meu companheiro de todas as horas, seu moço,
testemunha desta história, que não me canso de 
contar !
Na minha derradeira morada, já pedi à rapaziada para 
do meu chapéu de palha, não separar !
E quando tocar o sino da despedida, acredite, ele irá
chorar de emoção por, desta cabeça, não se separar !

 

SINVAL SANTOS DA SILVEIRA

 

Obreiro da Loja "Alferes Tiradentes" Nº 20

Florianópolis-SC

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