DEZOITO ANOS APÓS

 
 
 

DEZOITO ANOS APÓS

Já independente, não saía da sua mente, a pequena

Cidade em que viveu.

A saudade de tudo que deixou, se agigantava cada dia 

que passava.

Seus amigos, vielas e a casa em que morou, quem hoje 

mora nela ?

Campos e riachos, o Rio do Peixe, em que se banhou, pescou e 

brincou, será que não secou ?

Foi abraçar cada amigo, falar de saudade, de amizade,

pedir desculpas por haver morado noutro lugar.

Mas o tempo passou e tudo transformou.

Não havia mais "meninos"...

Já não brincavam no rio, nem prestavam atenção nos 

portais e nas ventanas, das lindas casas plantadas 

nas vielas de Videira. 

O canto da passarada, tão lindo, somente por ele

foi ouvido.

O trem mudou de rumo, em obediência aos trilhos,

e o pequeno sino tagarela, emudeceu. 

Foi à Casa do seu Santo Protetor que, também, 

chorou...

Sentiu-se um doce assassino, não ouviu mais o

sino, mas a saudade matou !

 
 

Sinval Santos Silveira

 

 
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* Sinval Santos da Silveira
Obreiro da ARLS... "Alferes Tiradentes"
Registrado sob o nº 20 na M... R... Grande Loja de Santa Catarina
Or... de Florianópolis/Santa Catarina

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