A MATERIALIZAÇÃO DA MAÇONARIA

Sob o ponto de vista materialista, a felicidade está no TER. Por sua vez, sob a ótica espiritualista, a felicidade centra-se no SER. E do ponto de vista maçônico?
Arrebatados para nos enquadrarmos na qualidade de homens justos e de bons costumes, exclamaremos de pronto: a nossa felicidade está no SER.
Tal resposta pode configurar um ledo engano!
A MISSÃO DA MAÇONARIA É TERRENA, E NÃO ESPIRITUAL.
Condição sine qua non para admissão de um novo membro é que ele seja espiritualizado, ou seja, que tenha a crença em Deus (19º Landmark) e, de maneira concomitante, que acredite na imortalidade da alma (20º Landmark), isto é, que, de alguma forma, ele já tenha onde se espiritualizar.
Explanando assim, parece que a Maçonaria serve para “materializar” o homem! Contudo, por mais incrível que possa parecer, é uma verdade.
AS INSTRUÇÕES MAÇÔNICAS NÃO VISAM GARANTIR AO MAÇOM UM LUGAR NO PARAÍSO,
ELAS VISAM PROMOVER MELHORIAS NA VIDA TERRENA.
Tornar feliz a humanidade é trabalhar em prol do humano. E esse trabalho é material. Não nos dedicamos a quaisquer práticas religiosas em prol dos desencarnados ou mesmo dos encarnados que se encontram no infortúnio.
De modo equivocado, “marginalizou-se” a materialização da vida, tratando-a como o acúmulo de bens. Entretanto, nossa consciência maçônica nos faz acreditar que somos espíritos vivendo uma experiência material (20º Landmark) e que tudo ao redor foi criado por uma entidade superior (19º Landmark). Sendo assim, devemos materializar a missão de CONSTRUTORES SOCIAIS.
NOSSA MATERIALIZAÇÃO É CONCRETIZAR, REALIZAR, TORNAR TANGÍVEL.
É CORPORIFICAR NOSSOS VALORES, PRINCÍPIOS E MISSÃO.
É COMPREENDER QUE, PARA “SER”, FAZ-SE NECESSÁRIO “TER”.
Ser um homem justo só acontece com a materialização de ter condutas justas; ser de bons costumes não é um estado de espírito, mas uma performa material de educação, respeito, honra, trabalho e solidariedade/filantropia. Isso tudo para fazer jus ao MICTMR.
Abro um parêntese para destacar a relevância da solidariedade/filantropia maçônica como um traço institucionalmente materialista, e não assistencialista. Atender órfãos, viúvas, Irmãos deserdados pela sorte ocorre pela concretização de ações transformadoras. Logo, cabe a cada Maçom a procura de TER condições para SER solidário, desenvolvendo ou, em âmbito simbólico, lavrando-se para que possa ser uma “pedra polida” apta para a construção de uma sociedade mais liberta, equitativa e fraterna.
As imagens simbólicas do homem se esculpindo, surgindo de um bloco maciço, assim como a transformação da Pedra Bruta em Pedra Polida, devem nos lembrar de que, apesar das mudanças, continuaremos a ter a mesma constituição material, estaremos sempre apoiados na mesma base terrena e que a função é servir à sociedade. Maçons não têm auréolas e asas, temos pés e mãos para irmos em frente. Não há destino, há apenas caminho. Só assim teremos e seremos felizes.
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar as Lojas, material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA e também, uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, para dar espaço de pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.
Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club
MI GMAdV 33°REAA 33°RB 9°RM MMM Shriner
CT REAL ARCO CT ARCO REAL HRAKTP
PRESIDENTE DO MINAS GERAIS SHRINE CLUB
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Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom
Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.



