CORREGULAÇÃO MAÇÔNICA

Em várias Potências Maçônicas brasileiras, este ano haverá a troca de gestão nas Lojas Simbólicas. Nessa temática, temos avançado no discernimento de que a Loja deve “funcionar organicamente”, que ela não tem dono, não depende de dois ou três membros e quão infantil é a formação de “panelinhas”.
Decerto, ainda encontramos essas aberrações em algumas Augustas e Respeitáveis Lojas, porém não configuram mais a maioria.
Estamos nos conscientizando de que as Lojas devem passar por um processo de SUCESSÃO ADMINISTRATIVA, e não por um projeto ELEITORAL DE COMANDO. Portanto, fiquemos atentos quando os primeiros sinais dessa profanação aparecerem.
Podemos declarar que é, sim, uma profanação, porque os argumentos de interesse pessoal (eu) confrontam-se com as diretrizes coletivas (nós). O ápice do vexame, contudo, tanto maçônica quanto profanamente, consiste em algum “Irmão” acionar a justiça comum, a fim de que um não iniciado (juiz) estabeleça a “ordem” dentro da Ordem.
ASSUNTOS MAÇÔNICOS DEVEM SER TRATADOS ESTRITAMENTE POR MAÇONS.
Relembrando o 13º Landmark: “O direito de cada Maçom de apelar das decisões de seus Irmãos em Loja aberta à Grande Loja ou Assembleia Geral dos Maçons”.
Dessa forma, isso justificaria a expulsão do Irmão impetrante da ação, em virtude do não cumprimento dos juramentos prestados.
Nesse caso, tratamos de uma situação extrema. Todavia, o comum é haver um “clima quente” ou “ambiente pesado” no período que antecede a troca de gestão. É, então, que entra em cena a Corregulação Maçônica.
A corregulação é um processo biológico e emocional no qual uma pessoa procura estabilizar outra. Em nosso caso, é quando um Irmão mais calmo/tranquilo propõe-se a lembrar a todos de que estamos juntos para vencer nossas paixões/desejos, submeter nossa vontade/ambição e fazer/trazer novos progressos/futuro na/para a Maçonaria/Loja.
Assim, esse período pode representar uma oportunidade de crescimento e conhecimento do que seja, de fato, a Loja como grupo e os Irmãos como indivíduos.
A MAÇONARIA NÃO É VIDA, É LABORATÓRIO PARA APRENDER A VIVER.
Sendo assim, é o momento ideal para que, sem sofismo, equívocos ou reservas mentais, possamos intercambiar ideias e posições sobre quem, por determinado período, será o “Mestre da Obra” (Venerável Mestre). Para tanto, sugerimos cinco pontos para a perfeição da atividade:
Segurança na exposição da diferença positiva entre sucessão e eleição.
Participação de Mestres Instalados calmos, e não reativos.
Parcimônia nas palavras e consciência de que nem toda ação necessita de uma reação.
Compreensão da insatisfação por parte de Irmãos, que devem receber todo o acolhimento fraternal que merecem.
Compartilhamento das experiências semelhantes passadas e o registro do progresso para os futuros pleitos.
Se a Loja está em consenso: “Graças te rendemos GADU.....”, mas se houver algum entrave, não podemos permitir segregações, abandonos e cisões. O poder é temporal e efêmero. Tudo passa mais rápido do que imaginamos, e nossa obrigação como correguladores é sermos o “orvalho de Hermon”.
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.
Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club




