Livre e de bons costumes.

A Maçonaria, através dos seus ensinamentos, desde épocas remotas tem como escopo dedicar-se ao aprimoramento espiritual e moral da Humanidade, construindo templos à virtude e cavando masmorras aos vícios, pugnando pelos direitos dos homens e pela prática da Justiça, pregando o amor fraterno, procurando congregar maior compreensão entre os homens, afim de que possa ser estabelecido o laço indissolúvel de uma verdadeira fraternidade, sem distinção de raças e credos religiosos, condição indispensável para a existência da Paz, da Harmonia e da Concórdia entre os povos.

A qualidade ou condição de ser livre importa na liberdade de ação sobre ela, sem oposição, que não se funde em restrição de ordem legal e, principalmente, moral. Em decorrência de ser livre, vem obviamente a liberdade, que é a faculdade de se fazer ou não fazer o que se quer, de pensar, de ir, de vir e de ficar em qualquer parte, quando e como se queira, exercer qualquer atividade, tudo conforme a livre determinação da pessoa, quando não haja regra proibitiva para a prática de ato ou não se institua princípio restritivo ao exercício da atividade lícita.

A Maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento moral, onde o homem se aprimora não apenas em seu próprio benefício, todavia principalmente em benefício de seu semelhante, desenvolvendo qualidades que o possibilita ser útil à coletividade.

Ser livre é buscar espaço ou dimensão, é ampliar a órbita da vida, é não estar preso ou acorrentado; é não viver obrigatoriamente entre quatro paredes, sendo livre e, por consequência, é desfrutar de liberdade, na verdadeira acepção da palavra; é poder se expressar livremente, dentro dos limites da lei, respondendo pelos excessos que praticar. O homem deve pautar sua vida pelos preceitos dos bons costumes, que é a expressão usada para designar o complexo de regras e princípios impostos pela moral, que traçam as normas de conduta dos indivíduos em suas relações domésticas e sociais, para que estas se articulem seguindo as elevadas finalidades da própria vida humana.
Os bons costumes se referem mais propriamente à honestidade, à honradez, à probidade, ao zelo pelas famílias e ao amor à Pátria, ao recado das pessoas e à dignidade ou decoro social. A ideia e o sentido dos bons costumes não se afastam da ideia ou sentido da moral e da ética, pois os princípios que os regulam são, inequivocamente, fundados nelas. Assim, para o homem Maçom ou não tornar-se livre e de bons costumes deve possuir características especiais, tais como as seguintes:

Não confundir liberdade, que é um direito sagrado, com abuso, que é um defeito; ser leal com todos os seus semelhantes; cultivar a fraternidade, base fundamental do convívio social, maçônico, principalmente; ter por norma recusar agradecimentos por haver contribuído para amparar ou acudir seu semelhante; praticar o bem, porque é amparando o próximo e contribuindo para suavizar as suas dores que o homem se aperfeiçoa; abominar os vícios, porque esses são o contrário da virtude, que deve cultivar; não humilhar os fracos, os inferiores ou desafortunados, porque essa prática é um ato de covardia; não se envaidecer, alardeando suas qualidades. E, finalmente, jamais deverá praticar qualquer ato criminoso ou ilícito.

Quando o homem, maçom ou não, conseguir colocar em prática essas qualidades ou possuir essas características, poder-se-á dizer que ele é livre e de bons costumes.

 

*Osvaldo Pereira Rocha
(Este artigo foi digitado com embasamento na matéria contida às páginas 33 a 36 do livro Tempo de Estudo Maçônico, Vol. 2, de José Anselmo Cícero de Sá). 

Fonte: site: www.osvaldopereirarocha.com.br.

 

 

 

 

*Colaborador, registro DRT/MA nº 53.
E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br, e
site: www.osvaldopereirarocha.com.br.

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Áureo dos Santos