Maçom não é de vidro

Neste primeiro tema do vigésimo ano dos artigos dominicais, não haverá uma mensagem de esperança ou de bons desejos, mas um chamamento à mudança ou a reafirmação de uma postura real e verdadeira: Maçom não é de vidro.
Decerto, trabalharemos o tema com analogias, símbolos e alegorias. Para tanto, destacamos algumas características do vidro:
- Fragilidade. Pode haver a contestação de que há os de forte blindagem, porém não são “puros”, visto que em sua constituição estão agregados outros elementos além da sílica.
-Transparência. Sim, todo vidro “expõe” o outro lado.
- Mil utilidades. Será?
- Reciclagem. Infinitas reutilizações.
O Maçom não é de vidro. Sendo assim, observemos o quanto o mundo, a sociedade e as pessoas estão cada vez mais frágeis. O politicamente correto não é uma política de proteção. É a afirmação da fragilidade das pessoas em se defenderem e se blindarem em novas regras de convivência que nos segmentam e, aí sim, nos segregam. Um afrodescendente, se chamar outro afrodescendente de “negão”, pode ser preso por injúria racial.
O Maçom não é de vidro, porque ele lembra que, em sua iniciação, foi-lhe instruído que deve gozar os prazeres da vida com moderação, não ostentando o bem que goza. Contudo, vemos hoje, nas redes sociais, pessoas cada vez mais “transparentes”: expõem sua casa, sua família e seus vícios. O comedimento sempre foi um traço marcante do Maçom.
O Maçom não é de vidro, pois ele não pode servir a dois senhores. Uma garrafa pode armazenar água ou álcool, mas o Maçom não pode ter “mil utilidades”, dado que acabará sendo “multifacetado”. A Maçonaria como escola de moral e ética nos imprime valores, ações e condutas únicas e não adaptáveis. Somos recipientes de virtudes, e não de vícios.
O Maçom não é de vidro, porque não passamos por reciclagem. Nosso processo é evolutivo e não reutilizável. Na reciclagem, o vidro vai se distanciando de sua gênese. O vidro virgem é produzido com três matérias-primas puras: sílica, bicarbonato de sódio e calcário. Quando é descartado, retorna ao forno, triturado, misturado com outros produtos de origens diversas e com traços que nem a purificação pela água ou pelo fogo eliminará as nódoas. Dessa forma, será destinado cada vez mais para uma utilização inferior. Não se recicla cristal em cristal. Uma vez Companheiro, não se retorna a Aprendiz.
Diante do exposto, o que ser em 2026?
SER PEDRA! DEIXAR DE MELINDRAR! TER CONSISTÊNCIA!
ASSUMIR SUA MISSÃO! NÃO ESPERAR UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE!
O Malho e o Cinzel não são instrumentos nem para debilitados nem para materiais fracos. Portanto, fortaleça-se pelo estudo das instruções e enrijeça-se estruturalmente pela prática delas.
NÃO ENCARE 2026 COMO UM ANO NOVO,
MAS COMO 365 GRAÇAS DE DEUS
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar as Lojas, material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA e também, uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, para dar espaço de pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.
Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club
MI GMAdV 33°REAA 33°RB 9°RM MMM Shriner
CT REAL ARCO CT ARCO REAL HRAKTP
PRESIDENTE DO MINAS GERAIS SHRINE CLUB
Contato: 0 xx 31 99959-5651 / quirino@roosevelt.org.br
Facebook: Sérgio Quirino - Instagram: quirinoglmmg
Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom
Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.



