O MAÇOM É JOÃO, O MAÇOM É BOBO, O MAÇOM É JOÃO BOBO!

No fim de semana passado, estive nas comemorações pelos 50 anos de profícuos trabalhos da ARLS.·. Amor, Verdade e Justiça 215, no oriente de Ipatinga. Além de uma brilhante sessão pública e de um baile sensacional, fui provocado a reflexões pelo Irmão José Maria Pernisa, quem idealizou um boneco que inspirou o título do artigo. 

Esta alegoria lúdica nos proporciona o sorriso de uma criança e o franzir da testa de um ancião. O bonequinho denominado João honra bem seu nome. Como não sorrir ao tomar conhecimento de que esse nome significa “Deus é cheio de graça” ou, de modo respeitoso, interiorizar-se porque João é o “agraciado por Deus”.

Nessa mesma linha lúdica, uma reflexão é que, segundo o Censo divulgado em 2016, João e José são os dois nomes mais registrados no país. Então, no Brasil, está confirmado que o povo maçônico é “u-zé” (há também quinta série na Maçonaria).

Após essa brincadeira, estaríamos confirmando que pelo menos um Maçom, no caso eu, é bobo. Afinal, há tantas coisas sérias na vida, e o tempo é sempre curto. Contudo, William Shakespeare nos ensina: “O pensamento é escravo da vida, e a vida é o bobo do tempo.”

Decerto, nenhum Maçom gostaria de lhe ser atribuída a alcunha de bobo. Talvez por isso devemos ser condescendentes com o significado de bobo. Talvez não seja tolice, apenas ingenuidade; talvez não seja ridículo, apenas cômico. Também pode ser simplicidade, e não pateta.

Nessa troca de entendimento, visualizamos os mais jovens: nossos filhos, netos, sobrinhos e todos os pequenos e puros bobinhos que nos cercam. Nesse cenário, o próprio Mestre Jesus disse “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas” (Mateus 19:14).

Captaram a sutilidade da mensagem?

Logo, muito cuidado no afã de sermos espertos, inteligentes e sagazes. Isso porque vencer paixões e submeter vontades nem sempre demanda seriedade ou severidade, mas resiliência.

E, assim, o bonequinho ou Maçom João Bobo é a alegoria perfeita para que possamos visualizar que, aconteça o que acontecer, temos as ferramentas adequadas para nos colocarmos de pé novamente.

Forças adversas podem tentar nos travar o passo, porém vamos três vezes em frente. Se nos desviarmos à direita, retornamos ao eixo; se ataúdes das perdas se posicionarem diante de nós, saberemos ziguezaguear sobre os obstáculos. O bonequinho pode balançar, mas terminará sempre em pé e em ordem para novas adversidades.

Sendo assim, devemos entender que não importam todas as forças que possam ser aplicadas nem de onde venham, o que temos dentro de nós restaurará o equilíbrio da vida. “Balançando” como bobos ou nos sujeitando aos constantes “petelecos”, nada, pois, nos diminui. O filósofo Jean-Paul Sartre disse certa vez: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”.

Devo, então, corrigir o título?

O MAÇOM É JOÃO, O MAÇOM É RESILIENTE, O MAÇOM É UM JOÃO RESILIENTE!
(ô-jão / ô-jão / ô-jão)

Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.

Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente

Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club