O médico, a vida e a morte

Abnegados homens que procuram na morte o segredo da vida. A morte significa a cessação completa das funções vitais. É um fenômeno universal irrecorrível, insubstituível da vida.

Todos nós morremos um dia. E os que partiram, fé em Deus e eternidade. A religião vê na morte o início de outra existência, consagrando para a eternidade.

Em dezenas, centena e milhares de hospitais, em seus consultórios ou no meio do povo, iremos encontrar médicos abraçados com o trabalho, olhando para frente e para o alto.

Nada intimida ou desestimula, não consegue afastar sua grande caminhada, porque a arte é santa, mais próximos do reino dos justos e dos bem-aventurados de espírito.

Após a morte a vida continua? Existem amplos conceitos, filosóficos, antropológicos e teológicos transcendentais. Transição, finitude, prólogo para vida, ou realização no plano espiritual.

Cristãos acreditam na vida após a morte, a qual estabeleceria uma separação temporária entre entes queridos. O médico deve respeitar parâmetros espirituais de seus pacientes.

Uma atitude espiritual tem mais valor. De acordo com a Carta dos Direitos dos Pacientes da Associação Americana de Hospitais, além do direito de receberem informações completas envolvendo diagnósticos, tratamento e prognósticos, pacientes com lesões cerebrais graves irreversíveis (como o mal de Alzheimer) solicitam o suicídio medicamente assistido, o que no Brasil não é possível por questões éticas e legais.

A arte dos médicos é divina. Nenhuma outra profissão chega tão perto de Deus. Apesar dos meios insuficientes e não proporcionados regularmente, os desempenhos são perfeitos. Abnegados médicos cumprem a missão com serenidade e competência.

O destaque é consolidado pela posição expressiva dos cirurgiões, curando através de mãos milagrosas com o carisma de sacerdotes incentivados pela fé.

Que seria da humanidade sem a Medicina? Só Deus sabe. Salve a Medicina e com imbatíveis sacerdotes. Salve os médicos brasileiros. Nós, esculápios, procuramos na morte o segredo da vida.

E por que temermos a morte se Deus nos deu a vida? Os que partiram nos aguardam no Reino Divino. Se Deus quiser. E nossos entes queridos que partiram? Pais, mães, filhos ou amigos. Nos aguardam no reino celestial.

Josué de Castro

Professor e escritor

Fonte: Diário do Nordeste, Seção Opinião.

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