Prosperidade, riqueza e abundância

Quando se fala em prosperidade, riqueza e abundância, muitas vezes são tratadas como se fossem a mesma coisa. Essas palavras são repetidas em conversas, em orações, em afirmações diárias, sem parar para entender seu verdadeiro significado. E, no entanto, quando você entende o que cada uma implica, algo muda por dentro: a intenção é ordenada e uma consciência diferente é ativada.
Por exemplo, prosperidade é o gozo consciente de tudo o que você já tem e de tudo o que você já é capaz de fazer. É a capacidade de saborear, agradecer seu trabalho, valorizar seus relacionamentos, reconhecer sua saúde, seu aprendizado, sua experiência e muitas outras coisas.
A prosperidade é uma atitude e um estado de consciência! A riqueza, por sua vez, pode ser entendida como a possibilidade de fazer, ter e obter o que é necessário. Não se limita ao dinheiro. É riqueza ter habilidades, contatos, conhecimento, tempo, criatividade, saúde. É riqueza poder resolver, poder decidir, poder criar.
Uma pessoa rica não é apenas alguém que acumula bens, mas alguém que tem recursos - internos e externos - para satisfazer suas necessidades e materializar seus propósitos, ter a liberdade de fazer o que quiser quando quiser.
Por sua vez, a abundância é tudo o que abunda. É a multiplicidade. É a presença constante de algo em grande quantidade. Mas é aqui que é conveniente parar com mais atenção, porque muitas vezes se pede "abundância" sem discernir de que tipo.
É MUITO importante para a prosperidade, que você observe se mantém pensamentos de preocupação, porque nesse caso, você pode estar afirmando abundância de problemas. Se você tem emoções de raiva ou ressentimento, pode estar cultivando abundância de conflitos.
A abundância não distingue entre o positivo e o negativo: apenas multiplica o que você segura com mais frequência emocional e mental. Por isso é vital entender a diferença entre esses termos. Porque não se trata apenas de repetir palavras ou fazer rituais, mas de afinar a vibração interna da qual você vive.
No conhecimento da geometria sagrada existe um princípio profundo que ajuda a entender com muita precisão essa diferença: nesta realidade, a medida é profana e a proporção é sagrada.
A medida refere-se à quantidade; proporção, equilíbrio e harmonia. Você pode ter pouco em quantidade, mas se houver proporção — ou seja, se há gratidão, valorização e gozo, que são chaves para a prosperidade — então o que você tem adquire um caráter sagrado, fértil, multiplicador.
Se você considera que tem pouco, mas o aprecia, o honra e o desfruta ao máximo, está emitindo uma frequência harmônica, e essa atitude gera expansão, frutos e multiplicação. Em vez disso, pode acontecer o contrário.
Alguém pode ter grande riqueza material, mas não ter consciência para apreciá-la. Pode não se amar incondicionalmente, pode viver comparando-se, pode sentir-se vazio. Nesse caso, mesmo que haja riqueza em quantidade, não há prosperidade. E a abundância que se manifesta pode se inclinar para a insatisfação, ingratidão ou infelicidade.
Estar em uma vibração de prosperidade não é tão complicado quanto às vezes parece, simplesmente requer compreensão e um movimento sutil, mas poderoso, de sua consciência.

Fonte: https://www.publimetro.com.mx/
Tradução livre: Juarez de Oliveira Castro



