QUAL DEVE SER NOSSA PRINCIPAL FRENTE DE COMBATE?

Seriam os hipócritas, os pérfidos, os ambiciosos e os corruptos? Afinal, esses inimigos da Humanidade que tanto enganam, defraudam, usurpam e abusam da confiança dos povos caminham entre nós há séculos e aspiram continuar seu mister por gerações.
Diante de uma performance tão maligna e perspicaz que, em especial, vivenciamos nos tempos atuais, o combate ao fomentador é inócuo. Triste realidade:
O MAL É MAIS EFICIENTE E COMPROMETIDO DO QUE O BEM.
Por outro lado, O BEM É PERSISTENTE E RESILIENTE. As vitórias do Mal são a curto prazo e efêmeras, ao passo que as do Bem podem demorar, mas são perenes. Nossa missão está, pois, no esclarecimento e na conscientização. O cidadão precisa, por si mesmo, chegar às conclusões sobre as vagas ilusões da vida. Afinal, a Maçonaria proclama a liberdade de consciência e o respeito aos pensamentos divergentes.
NOSSA PRINCIPAL FRENTE DE COMBATE É CONTRA A IGNORÂNCIA,
POIS ELA É A MÃE DE TODOS OS VÍCIOS!
E tal ignorância não reside no ignorar, mas na difusão de vãos princípios por aqueles que almejam manter o povo desinformado e escravo. Nesse sentido, o Mal atua em três frentes junto ao homem:
Nada saber.
Saber mal o que sabe.
Saber coisas sem real valor, em detrimento do que deveria saber.
Tal implementação resulta em cidadãos grosseiros e irascíveis, prontos para perturbar e conturbar as relações sociais. São inimigos de seus próprios entes amados, posto que trabalham contra o desenvolvimento social, questionando deveres e exigindo, cada vez mais, direitos irracionais.
Sendo o Maçom um artífice de si mesmo, procurando sempre a Luz, o Amor e a Justiça, ele, em contraponto ao Mal, deve atuar nas mesmas três frentes, sob outra ótica:
Ter consciência de que não sabe tudo, porém tudo o que sabe, compartilha. O filósofo Sócrates ensina que o conhecimento da própria ignorância é o início da sabedoria.
Especular, a fim de não saber mal o que sabe.
Dedicar-se de modo atento aos canais de comunicação, com visão crítica aos que querem nos “instruir” ou dogmatizar. Mudanças de comportamento e aceitação de novos padrões baseados no “progresso da humanidade” são cortinas de fumaça para desmoralizar a sociedade e seus valores, criando uma população extremista e perigosa.
A Maçonaria ensina que a estes maus não se combate sem perigo e que nossos pilares deverão ser a Sabedoria, não como conhecimento, mas discernimento para tomar decisões sensatas, prudentes e equilibradas na vida. A Força, não como vetor ou graduação, mas como um estado intelectual que vence a inércia, influenciando a direção de movimentos, atuando de forma positiva na interação dos cidadãos ou entre os cidadãos e as instituições.
Por último, a Beleza, que, longe das condições subjetivas da arte, do gosto e da estética, para o Maçom, é um estímulo transcendental, ligado à Verdade e ao Bem, essencial para a compreensão humana.
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.
Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club



