QUAL O PAPEL DA FAMÍLIA NA CAMINHADA MAÇÔNICA?

Essa pergunta me foi feita pelo sexto juniense, Irmão Cleber, à qual eu poderia ter respondido por meio da repetição do pensamento da maioria, resumido na palavra “essencial”.

Contudo, há duas realidades que envolvem a família, o Maçom e a Maçonaria. A primeira ocorre quando há conflito entre a esposa e o Irmão, sendo a Maçonaria, a origem de tal conflito.

EM ÂMBITO SIMBÓLICO, A MAÇONARIA É UMA MÃE, E NÃO UMA AMANTE.
A MÃE FORTALECE OS LAÇOS FAMILIARES, A AMANTE OS ABALA.

Sendo assim, se a família encara a Maçonaria como “alguém” que está afastando um membro de seus pais, sua esposa e seus filhos, esse Irmão deve deixá-la. É simples assim. Nenhum título, cargo ou grau pode ter mais importância do que ser um bom filho, um bom companheiro ou um bom pai.

Se parece exagero, imagine o caso de uma mãe cristã fervorosa que descobre que seu filho é um Maçom excomungado. Sabemos que não há nada diabólico na Ordem; do mesmo modo, entendemos que não há na Ordem felicidade maior que possa compensar a tristeza dessa mãe.

SE NÃO É UM BOM FILHO, UM BOM COMPANHEIRO E UM BOM PAI,
NÃO SERÁ UM BOM MAÇOM.

Já na segunda realidade, temos em vista o papel da família em nossa caminhada. Isso porque, ao nos propormos tornar feliz a humanidade, aplicamos nossas instruções e nossa energia na célula mater de nossa humanidade, qual seja a nossa família.

Isso gera um processo de refluxo emocional e energético. O Maçom está feliz, leva felicidade para a família, e a família pavimenta seu caminho. O Maçom é um homem livre que pode ir e vir, é de bons costumes pois sabe aonde ir e vir. Porém, por sua natureza material, pode se desviar ou se deter em um ponto.

É nesse momento que entra a família, e conhecemos centenas de casos em que a cunhada põe o Irmão “para correr” no dia da reunião. É ela quem apoia as diversas atividades extrassessões e nos traz bençãos pelas ações solidárias das Fraternidades Femininas.

Há centenas de instruções maçônicas que aprendemos apenas frequentando as Ordens Paramaçônicas. Meus pares Inspetores-Gerais da Ordem Grau 33 talvez não conheçam tanto os valores de Cavalaria como os “meninos” DeMolay. Afinal, são sete graus que os Cavaleiros DeMolay trabalham: Cavaleiro da Capela, Cavaleiro da Cruz de Salém, Cavaleiro Ex-Templário, Cavaleiro da Tríade, Cavaleiro do Ébano, Cavaleiro Anon e Cavaleiro da Cadência, e os Maçons podem assistir às reuniões e se maravilharem com as instruções.

Nesse sentido, o Maçom trabalha tanto para ser reconhecido como um homem justo e perfeito, mas jamais “chegará aos pés” das Filhas de Jó. Elas seguem preceitos e valores que honram o versículo 15 do capítulo 42 do Livro de Jó: “Em toda a terra, não havia mulheres tão justas como as filhas de Jó. E seu pai lhes deu herança junto com os irmãos delas.”

Aproprio-me de um elemento simbólico maçônico para uma mensagem alegórica. A Régua de 24 Polegadas é usada para aprendermos a dividir bem um dia: um terço para o trabalho, um terço para o estudo e um terço para o descanso/lazer.

Aproveite, portanto, esse instrumento e divida bem sua vida. Dedique um terço para trabalhar materialmente por sua família, mais um terço para evoluir espiritualmente com sua família e um terço de bênçãos de descanso/lazer com a família.

A MAÇONARIA É UMA INSTITUIÇÃO FAMILIAR.   
                                                                     
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.

Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente

Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club