Reflexões na quarentena

Sentado aqui no aconchego do meu lar, junto com os amados que puderam ficar, mas sem as crianças que tanto alegram nossa vida. Vírus malvado! Separar os netinhos dos avós, é muita crueldade! Como me disse um dia a minha netinha Luiza, “Vovô, estou com o meu coração matado”. O meu está assim.

 

Mas é um lindo dia de outono, um outono que começou um pouco antes da data marcada no calendário feito pelo homem. Talvez, para nos lembrar que por mais inteligentes e tecnológicos que sejamos, ainda existe uma força maior que a tudo rege.

 

Acredito que a natureza esteja nos dando uma pausa para que possamos nos fortalecer para a grande travessia.

Aproveitemos cada minuto para viver em harmonia, curtir as boas lembranças, manter o otimismo, o bom humor, perdoar para também ser merecedor do perdão.

 

Creio que cada um de nós olhando para trás, identifica muitas coisas que poderia ter feito melhor, de minha parte foram muitas. Voltar no tempo para consertar é impossível, mas tenho certeza de que aprendida a lição, no futuro poderei ser uma pessoa muito melhor, só depende de mim.

É outono, mas não é o outono da minha vida.

Ainda não.

 

Arion Peixoto Gershenson

Mestre Maçom (Instalado) 

Loja “Alferes Tiradentes” Nº 20

 

Florianópolis-SC