Sonho e senha

 

Todos nós sonhamos. Na maioria das vezes não sabemos seu significado. Nele existe um mistério que se esconde na inconsciência, que foi vivenciado nos instantes mais próximos do tempo que passou, ou que ficou guardado embutido na senha que desconhecemos. O sonho é um desejo disfarçado ou distorcido. Vem da essência do que somos, queremos, podemos, sentimos, sabemos, pensamos, ignoramos ou vivemos.

 

Onde se encontra a chave que destranca a simbologia do seu enigma? Em nós mesmos ou nos que conhecem um pouco as encruzilhadas para definir como funciona a mente, interessante que no sonho, algumas vezes sabemos que estamos sonhando, pois ainda mantemos um pouco de nossa vigília, consciência e inconsciência acordadas.

 

Seria curioso se dormindo conseguíssemos fazer o inconsciente fluir na busca de nossas questões irrespondidas, migrasse na resposta da senha dos sonhos que sonhamos, talvez até pudéssemos obter seus disfarces ou interpretações (isso é somente uma ideia ou teoria) . Que se floresça dele o que nos agregue valores positivos e que ele seja um aliado de nossa alegria, não de nossos tormentos, ainda que dele brote um redemoinho de ansiedades, medos ou frustrações.

 

Plantar amor e paz talvez seja a senha mais valiosa para consolar verdades percebidas nos sonhos. Mas nunca conseguiremos definir com precisão o infinito de nós mesmos. Na vida toda, muitas vezes, não descobriremos o cerne de nossas razões ou questões.

 

O sonho é uma fotografia da história, revelação e elevação do esconderijo do inconsciente. Que na nossa feliz idade, ou na felicidade nossa de cada dia, consigamos encontrar o sentido e a primazia de estarmos em paz, com sonhos e senhas pessoais, provações e verdades.

 

Russen Moreira Conrado - Médico e escritor

Publicado originalmente no diariodonordeste.verdesmares.com.br

"A verdade deve manifestar-se em nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações"
 
Mahatma Gandhi
"Jamais permita que os nós tapem a vista da janela, pois será através dela que enxergaremos a oportunidade dos laços!"

 

Áureo dos Santos