UNDERFITTING NA MAÇONARIA. (Sindicância)
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O conceito de underfitting trata-se de um cenário em Ciência de Dados em que um modelo não consegue capturar com precisão a relação entre as variáveis de input e output. Input refere-se a qualquer tipo de dado ou informação inserido em um processo. Já o output é resultado de um processo após a análise de um input.
Com base nessas definições, entender-se-ia que o underfitting não se relaciona com a Maçonaria. Contudo, vamos “maçonificar” tais conceitos. No cenário de uma possível iniciação, faz-se necessária muita ciência para a coleta de dados do candidato, sobretudo no modelo de sindicância, a fim de que se consiga capturar com precisão as variáveis entre o que a Loja tem a oferecer e o que o candidato pode substanciar.
Todas as Potências dispõem de modelos de sindicância, que servem apenas de base para os questionamentos que posicionarão o candidato perante a grande administração. Todavia, é preciso ampliar a pesquisa e adequá-la à realidade da pequena administração.
Na documentação apresentada pelo candidato, por exemplo, poderá constar uma Certidão Negativa Criminal. Logo, a grande administração saberá que o candidato não matou ninguém. Porém, por meio da captação e inserção de dados oriundos das “peladas” de fim de semana, pode-se descobrir que o candidato briga mais do que joga bola, sendo extremamente reativo às derrotas e disputas inerentes ao jogo (ou à vida).
Dessa forma, o modelo de sindicância existente pode, sim, ser um modelo ruim para a Loja e para o candidato, culminando em um desempenho insuficiente. Isso porque o modelo não consegue se ajustar de maneira adequada aos padrões presentes na realidade do que a Loja tem a oferecer e exigir e às expectativas que o candidato espera receber e retribuir.
NEM SEMPRE O CANDIDATO BOM É BOM PARA AQUELA LOJA.
NEM SEMPRE A LOJA BOA É BOA PARA AQUELE TIPO DE CANDIDATO.
Ademais, o processo de sindicância não deve levar em conta apenas os “inputs” do candidato, mas como eles se relacionam com o “sistema” da Loja. Nesse sentido, questões financeiras devem ser consideradas de forma rigorosa.
Por um lado, a fim de cumprir um desejo, o candidato diz-se capaz de arcar com as despesas, uma vez que a per capita é de 1X. Entretanto, a Loja é filantropa e mantém o asilo da cidade, solicitando constante apoio de 2X aos Irmãos. Isso quando não promove jantares ou outras atividades de arrecadação, em que cada Obreiro tem a obrigação de vender 3X de convites.
Por outro lado, temos um novo Aprendiz disposto a desvendar os segredos da Maçonaria. Assim, quando este procura um Mestre com uma dúvida, recebe a resposta: “No momento certo, você saberá.” Ou a tão conhecida: “Isso não é do seu grau!”. O resultado: um “output” subajustado.
A saída de vários Irmãos com pouco tempo de iniciado é, portanto, resultado da não sinergia entre os membros, de expectativas e realidades diferentes, que poderiam ser evitadas com uma sindicância em prol da Ordem, e não apenas em prol da Loja. O sindicante pode e deve alertar os Irmãos de que o candidato tem méritos para ser iniciado na Maçonaria, mas não tem o perfil para a Loja Maçônica. Logo, o Padrinho deve encaminhá-lo a outra Oficina. Afinal, a Maçonaria é universal, e suas Oficinas recebem a todos sem a preocupação de fronteiras (orientes), línguas (padrinhos) e raças (Potências).
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.
Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club



