VAMOS FALAR DE TRÊS PONTINHOS? (1/3)
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O número três é muito estudado por diversas escolas filosóficas, religiosas e esotéricas do passado, do presente e, provavelmente, do futuro. Observemos que, só neste introito, já apresentei a tríade do tempo.
O PRIMEIRO DOS TRÊS PONTOS QUE TRABALHAREMOS É A VONTADE.
Mas o que vem a ser VONTADE?
De forma simplista, diremos que consiste na faculdade de que o ser humano dispõe de querer/fazer, ou não, algo de forma natural, sem ser forçado. Seria a manifestação de uma opção diante de uma situação.
Entretanto, devemos sempre querer ir mais longe e, assim, resgatar a derivação da palavra “vontade”, do grego thelema, significando desejo, querer. No latim, a vinculamos a voluntas que, para além do sentido direto de “vontade”, está associada a “desejo”, “prazer” e “ÂNIMO”.
Encontramos, então, o entrelaçar da vontade com o ânimo. Porém, devemos ficar atentos às nuances:
A VONTADE ESTÁ LIGADA AO CORPO, O ÂNIMO, AO EMOCIONAL.
O MAÇOM PRECISA TER CORAGEM (ANIMUS),
PRECISA SEMPRE DIZER E PENSAR: “VAMOS LÁ!”.
O pontinho superior no ne varietur é o nosso leme na condução da matéria pelos escabrosos caminhos da vida. Podemos dirigir nossos passos e pensamentos a quaisquer direções, mas o que nos difere dos outros animais é a intencionalidade dos propósitos e a posição que tomamos diante de vícios e virtudes.
Por maior surpresa que possa haver, a “vontade maçônica” encontra similaridades com a “vontade do espiritismo”.
O Irmão Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec), quando perguntado sobre o tema, assim se manifestou: “O pensamento é o atributo característico do ser espiritual; é ele que distingue o Espírito da matéria: sem o pensamento, o Espírito não seria Espírito.
A vontade não é atributo especial do Espírito, é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento tornado força motora”.
Em O Livro dos Espíritos, codificado por Kardec, na terceira parte (Das Leis Morais), a respeito de vencer paixões, a questão 909 apresenta-se da seguinte forma:
Pergunta: “Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?”.
Resposta: “Sim, e por vezes fazendo esforços bem pequenos. O que lhe falta é a vontade.
Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”.
Assim, permitam-me um plágio:
Pergunta: Poderia sempre o Maçom, pelos seus esforços, vencer seus vícios?
Resposta: Sim, e por vezes fazemos esforços bem pequenos. O que nos falta é a verdadeira vontade. Ah! Quão bom se, entre nós, houvesse significativamente o querer moral e o fazer ético.
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.
Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club



