VAMOS FALAR DE TRÊS PONTINHOS? (2/3)
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Nesta segunda parte do tema os “Três pontinhos”, trataremos do assinalado abaixo e à direita do ponto VONTADE, não aleatoriamente ou por capricho. É mais uma forma de lembrar aos Irmãos do REAA, que somos um Rito Solar e caminhamos pelo sentido dextrogiro.
O SEGUNDO DOS TRÊS PONTOS QUE TRABALHAREMOS É A INTELIGÊNCIA.
Mas o que vem a ser INTELIGÊNCIA?
No arcabouço teórico, a inteligência é a capacidade de compreensão de conceitos complexos. Como sempre, na busca da maestria, insistimos no desejo do querer sempre ir além. Portanto, na Maçonaria, o “ir além” não é a mera aprendizagem literária, e sim a aplicação do conceito na prática.
A INTELIGÊNCIA MAÇÔNICA NÃO É RECONHECIDA NO CONTATO INICIAL.
APRENDIZADO + RACIOCÍNIO + PLANEJAMENTO = AÇÃO.
A INTELIGÊNCIA MAÇÔNICA É RECONHECIDA NO RESULTADO.
No artigo anterior, traçamos um paralelo entre a Vontade na Maçonaria e a Vontade no Espiritismo. Apresento agora provocações sobre a inteligência no Judaísmo, e o faço destacando, em primeiro lugar, que 25% dos Prêmios Nobel foram conquistados por judeus, e em quase todas as categorias há um judeu premiado.
E sabe qual é a base? Não está nos preceitos ou nas benesses religiosas. A base é o aprendizado. Na mais tenra idade, eles já são “aprendizes”. O Livro Sagrado, para eles, é o Torá, que significa “ensinamento”.
A autoridade maior é o Rabino, que significa “mestre”. Ele não é um sacerdote. Sua responsabilidade é o ensino e a aplicação da docência do judaísmo. Com base na metodologia dos princípios, dos valores e da história, desenvolveram a prática constante dos ensinamentos (instruções e rituais), para assimilação (aprendizado), concretização do simbólico (raciocínio) e aplicação do conhecimento (planejamento), resultando no que reconhecemos como Israel e o povo judeu (ação).
A autoridade que o Rabino possui não advém de potência belicosa. Não são militares ou heróis de batalhas; não são procurados pelo encanto de oratória e, muito menos, como intermediários em relação a Deus. Sua venerabilidade é resultado da interpretação das leis – um erudito, um livre pensador, um traçado de pranchas.
O grande poder não está na força, nem na beleza, nem mesmo na sabedoria (que trataremos no próximo artigo), mas na inteligência.
Inteligência vem do latim intellectus, de intelligere, significando inteligir, entender, compreender. Ao estudarmos profundamente a origem latina, chegamos ao composto de íntus = dentro e lègere = recolher.
O que vivenciamos na Maçonaria só, de fato, terá valor se “recolhermos” o que nos disponibilizam nossos estudos, assimilarmos, ou seja, “pôr para dentro” e atuarmos com inteligência. Assim, inevitavelmente nossas ações encontrarão similaridade no conhecimento hebraico do Tzedaká (צְדָקָה) e do Mishpat (מִשְׁפָּט) e poderemos finalizar com o sentimento de “Justo e Perfeito”.
Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar às Lojas material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, e também uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, a fim de dar espaço à pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.
Salamaleico - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club



