Compaixão
A humanidade doente...
Da indiferença é presa
Está no amor a defesa
Contra esse risco iminente
Se faz necessário presteza
Por isso apelo fremente
Pra do SENHOR ser temente
Livrar da arrogância e avareza
Prestar caridade frequente
Com humildade e fineza,
Dar tua mão, tua mesa,
Ao infeliz e ao indolente...
Livrar d'alguma tristeza
De negar ajuda premente
E ver alguém à tua frente
Humilhado com tua frieza
Pobreza não é suficiente
Pra sonegar com crueza
Comiseração que nobreza
A um semelhante carente
Ter compaixão com certeza
E não bondade aparente
Que o livre pedreiro atente
À antiga canção portuguesa
Bem claro e refulgente:
“Que a alegria da pobreza
Está na grande riqueza
De dar e ficar contente”!

Adilson Zotovici
A.·.R.·.L.·.S.·. “Chequer Nassif” Nº 169
Grande Loja do Estado de São Paulo - GLESP




